São Tomás de Aquino na visão de Chesterton

Gilbert Keith Chesterton foi um escritor e jornalista inglês dos mais brilhantes. Deixou vários livros, incluindo uma biografia de São Tomás de Aquino.

Rafael de Menezes

Gilbert Keith Chesterton foi um escritor e jornalista inglês dos mais brilhantes no século XX. Chesterton deixou vários livros, entre as quais uma biografia de São Tomás de Aquino a fim de estimular quem desconhece o santo a ler mais sobre ele; São Tomás foi um santo filósofo, pois a filosofia é uma introdução à teologia.

O jovem Tomás viveu na Itália no século XIII, foi um estudante calmo, professores o achavam lerdo, na verdade ele preferia se passar por lerdo do que ter sua leitura interrompida e seus sonhos invadidos. O que ele mais agradecia a Deus era ter compreendido todas as páginas que leu. Tomás possuía a discrição das pessoas eruditas e educadas em não se exibir. Ele recusava convites sociais, não por timidez, mas porque sua vida estava já preenchida com pensamentos e argumentos.

Como se vê, ninguém nasce santo, todo santo é um homem antes de ser santo, existe o mal também dentro da Igreja, a única exceção seria São João Batista conforme o evangelho de Mateus 11:11.

Um santo é um remédio confundido por autoridades como um veneno, por isso muitos santos foram martirizados. Um santo é o sal da terra, traz sabor ao mundo, tem qualidades diferentes das pessoas, para que possa ser luz na sociedade, restaurando a sanidade nas negligências cotidianas. Por isso muitas gerações são convertidas pelo santo que mais contradiz aquele tempo.

São Tomás foi monge, viveu em estudo, conciliou a religião com a razão, expandindo na direção da ciência, pois os sentidos são a janela da alma, a vida se percebe pelos sentidos, não só a alma é necessária, um homem inexiste sem seu corpo; um homem é o equilíbrio entre corpo e mente; a alma não pode desprezar as sensações  do corpo, com a ressurreição de Jesus, ver é crer, os sentidos são santificados.

A mente através dos sentidos abre suas portas e janelas para descobrir o exterior e a luz que brilha sobre o mundo; o fato externo fertiliza a inteligência, Deus fez o homem para ter contato com a realidade no mundo, por isso a importância da beleza nas catedrais, nos vitrais, nas músicas e em todos os milenares ritos da Igreja.

O homem depende de Deus mas conserva sua independência, o homem na sua dignidade tem a liberdade das escolhas; essa responsabilidade moral nas escolhas, é o misterioso drama da alma; pouca ciência afasta o estudioso de Deus, muita ciência o aproxima; o momento mais equivocado de uma falsidade é quando está perto da verdade.

São Tomás introduziu a filosofia grega no sistema da cristandade, pois o significado da Bíblia não é evidente, e precisa ser interpretado à luz de outras verdades; se uma interpretação literal for contraditada por uma fato óbvio, é porque a interpretação literal é uma falsa interpretação.

O cristão vive em alegria, em otimismo, em louvor a Deus, em louvor a criação, servindo ao próximo, ajudando aos outros, amando seu vizinho, ciente do seu fim, pois a vida é uma história com início e fim. Para os dias bons a gratidão, para os dias ruins a humildade, para todos os dias a fé! Os homens precisam ser afastados de uma atmosfera de pessimismo e destruição, e lembrados do dever de gratidão, caridade e louvor a vida.

2 Comentários

  1. Roberta Caldas

    Gostei muito primo! Continue a produzir seu artigos!

  2. Arnaldo Fernandes

    Caro Rafael o cristão como você viverá eternamente em gratidão para com Deus.

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